16/10/2017

Série Jovens: o nosso futuro. Entrevista com Walisson de Souza

Em 2017, iniciamos uma nova série de entrevistas aqui no blog, intitulada "Jovens: o nosso futuro". Nela, jovens de 18 a 30 anos contarão suas histórias, expressarão suas opiniões e nos contarão o que têm feito para melhorar o mundo em que vivemos. No primeiro post, conhecemos Alexandre Netto, no segundo, Eduarda Zoghbi, no terceiro, Dani Black. Hoje, conheceremos Walisson de Souza.

Imagem: Diego Mendonça 
Walisson Lopes de Souza tem 21 anos, é LGBT e morador da Estrutural (Distrito Federal). Sua mãe é cabeleireira e seu pai eletricista. Ele atua desde 2015 no Observatório da Criança e do Adolescente (OCA) e no Projeto Adolescentes protagonistas (Projeto ONDA). Em 2014, colaborou com o projeto Rejupe (Rede de Adolescentes e Jovens Unidos pelo Esporte Seguro e Inclusivo), do UNICEF. Em 2016, participou do Programa de Formação Embaixadores da Juventude, do UNODC e Caixa Seguradora. Vamos conhecer um pouco mais sobre sua trajetória e sua superação?


Walisson, conte-nos um pouco sobre sua história pessoal

WALISSON: Bom, eu sempre tive uma relação ruim e negativa com a minha escola a ponto de me esconder atras do ponto de ônibus pra não ter que ir ao colégio. Eu sofria muita violência física e Bullying por ser LGBT, e as formas de avaliação da escola eram extremamente opressoras e excludentes. Parecia que eu nunca tinha conhecimento suficiente pra conseguir alcançar os outros. Quando completei 15 anos, arrumei meu primeiro emprego em um supermercado e acabei evadindo no primeiro ano do Ensino Médio, o que acarretou na minha reprovação. Depois disso resolvi assumir a minha sexualidade em casa, o que resultou em uma depressão que durou mais de um ano, ocasionando problemas e mais desgastes dentro da minha família. 

Foi ai que eu percebi que precisava dar um outro sentido à minha vida. Decidi começar com a minha escola. Um ano apos a minha reprovação, eu decidi me candidatar ao conselho escolar para representar o segmento aluno no conselho. Fui eleito por todos os turnos da escola e por maioria dos estudantes. Em seguida entrei em um projeto chamado Adolescentes Protagonistas (Projeto ONDA) e no projeto OCA (Observatório da Criança e do Adolescente) onde comecei a me engajar nas causas de educação com foco em evasão escolar e orçamento publico. Comecei a participar das agendas relacionadas ao tema, e a levar os debates para a escola para que outros colegas pudessem se apropriar dos temas. Na medida do possível, fui criando dentro da escola, caminhos para que tivéssemos mais liberdade e poder de decisão, o que fez com que a escola fosse se tornando referencia

Em 2014, meu ultimo ano do ensino médio, fui convidado pelos projetos dos quais fazia parte, a participar de uma agenda do Unicef, paralela a Assembleia Geral das Nações Unidas, sobre os desafios do Ensino Médio em Nova York. Nesse mesmo ano tive uma peça musical sobre segurança no transito que foi escrita e dirigida por mim como a primeira peça de Brasília a participar do festival estudantil temático de teatro para o trânsito, e tive um dos meus poemas sobre a cidade escolhidos como um dos 20 melhores do segundo concurso Brasília de literatura da Bienal do Livro. Nesse mesmo ano, compus a equipe de Cenários Transformadores para e Educação Basica no Brasil. 

Apesar de todos os desafios que tive durante a minha infância e na minha adolescência com a minha família, e com as pessoas a minha volta me dizendo a todo tempo que eu não conseguiria ser nada além daquilo que se é resignado a um jovem gay de periferia. Eu resinifiquei minha existência e acabei me tornando o único estudante do meu ano a passar na UnB. 

Imagem: Diego Mendonça 

O que você diria a jovens LGBT que vivenciam hoje os desafios que você já vivenciou ou que ainda vivencia?

WALISSON: Eu diria que infelizmente por conta da nossa orientação, por conta da nossa condição humana, enquanto jovens LGBT que estaremos sujeitos a sempre ser 2,3,4 vezes mas cobrados pelo mundo. E que a maior respostas que podemos dar a essas pessoas e acordar todos os dias, colocar nossa cara linda no sol, e seguir sobrevivendo, tumultuando, e desconstruindo essa sociedade que só nos oprime e que também nos desafia a viver nossa humanidade da forma mais colorida, e bonita possível.  


Fale sobre o trabalho que você faz na Estrutural, no OCA.

WALISSON: Desde de 2015, desenvolvo um trabalho com crianças e adolescentes de 06 a 14 anos que estão em situação de vulnerabilidade na cidade Estrutural, dentro de uma ONG chamada coletivo da cidade. Que atua na Cidade desde 2011. Dentro do coletivo eu ajudo a desenvolver a metodologia do OCA (Observatório da criança e do adolescente). 

O OCA é uma tecnologia social, que da ferramentas para a comunidade discutir direito a cidade, garantia de direitos e violação de direitos, e todos os temas relacionados aos direitos humanos e que proporciona dialogo com o poder publico. Isso acontece por meio de oficinas de comunicação com as crianças e adolescentes rodas de conversa, intervenções e assim por diante. Toda essa dinâmica e metodologia esta inserida dentro de uma metodologia maior criada pelo coletivo da cidade, conhecida como rodas de aprendizagem, que é a metodologia que norteia o serviço dentro da comunidade. 


Imagem: Diego Mendonça 

Quais foram os principais benefícios que vocês trouxeram para essa comunidade, por meio do OCA?

WALISSON: Os maiores benefícios que trouxemos para a comunidade por meio do projeto OCA foi a possibilidade que tivemos juntos de conseguir entender qual o nosso papel em quanto comunidade de, pressionar o poder público, e a força que o povo tem.  A revitalização de um beco hoje conhecido como beco da esperança, a crianção de uma agência de comunicação livre chamada voz da quebrada, que é tocada pelos adolescentes projeto, entre várias outras. 


Qual foi a experiência que mais te marcou no trabalho voluntário?

WALISSON: Em 2014 eu ajudei a tocar um projeto do Unicef chamado Rejupe (Rede de Adolescentes e Jovens Unidos pelo Esporte Seguro e Inclusivo) Que foi uma rede criada para monitorar os mega eventos esportivos nos pais. Dentro desse rede fizemos varias ações em algumas periferias do Distrito Federal e nesse processo tive varias experiencias que me marcaram. Primeiro tem a coisa do contato com pessoas diferentes com dinâmicas diferentes, onde a gente acaba percebendo que apesar da diferença, as violações são as mesma e as necessidades também. 

Todos os trabalhos eram com crianças e adolescentes, em alguns locais conheci crianças que me ensinavam algo novo em todas as oficinas e isso fazia com que eu voltasse cheio de energia e de esperança. Mas acho que de todas essas experiencias, a que mais me marcou foi uma que tive aqui na Estrutural, onde eu me encontrei com uma criança de 8 anos que estava com um cigarro na mão. Essa criança me viu brincar com outras crianças e me perguntou se eu era pedófilo, o que deixava clara a violação sofrida por essa criança, já que a analise que ele fazia de um adulto perto de outras crianças era essa. Sentamos juntos, ele me entregou o cigarro, conversamos sobre muitas coisas e terminamos o a manhã brincando. Essa foi a experiencia que mais me marcou no trabalho voluntario. 

Imagem: Diego Mendonça 


O que você diria para jovens em situação de vulnerabilidade, que sentem que suas vidas estão sem rumo?

WALISSON: Quando se vive em periferia, onde a drogas são vendidas praticamente na porta da sua casa, onde você desvia da poça de sangue pra chegar onde você quer, e quando você olha para os lados e percebe que não há mais o que fazer, principalmente para a juventude, que grita desesperadamente por oportunidade eu só digo uma coisa, seja você mesmo a sua própria oportunidade. Sempre que você se perceber num poço sem fundo de onde não há mais escapatória, grite! Grite alto, grite suas dores, anseios, alegrias, lave os seus olhos e perceba que a periferia para além das violações e violências ela é beleza na sua mais pura essência. O amanhã pode demorar a chegar, mas ele sempre chega, e o hoje é momento de se preparar pra receber os frutos desse amanhã que se aproxima. 

Imagem: Diego Mendonça 


Você também é ator, Que papel as artes cênicas têm na sua vida?

WALISSON: Eu sou ator e o teatro mudou minha vida. Foi através do teatro que eu encontrei esperança pra continuar resistindo e resignificado a minha história. Com o Teatro eu tive a oportunidade de viver outros personagens para além de mim, de viver outras pessoas. Isso é mágico porque é se colocando no lugar do outro e é vivenciando outras realidades, mesmo que só em cena, que você se humaniza.

Imagem: Webert da Cruz 


Contatos:
Coletivo da cidade/Oca 
(61) 3465-6351
http://www.coletivodacidade.org
coord.coletivo@gmail.com

Inesc/Oca: 
(61) 3212-0200
http://www.inesc.org.br
cleomar@inesc.org.br


30/09/2017

Clube do Livro: Diplowife - Mês 09



"Coverage of the Democratic People's Republic of Korea (DPRK) all too often focuses solely on nuclear proliferation, military parades, and the personality cult of its leaders. As the British ambassador to North Korea, John Everard had the rare experience of living there from 2006, when the DPRK conducted its first nuclear test, to 2008. While stationed in Pyongyang, Everard's travels around the nation provided him with numerous opportunities to meet and converse with North Koreans.

Only Beautiful, Please goes beyond official North Korea to unveil the human dimension of life in that hermetic nation. Everard recounts his impressions of the country and its people, his interactions with them, and his observations on their way of life. He also provides a picture of the life of foreigners in this closed society, considers how the DPRK evolved to its current state, and offers thoughts on how to tackle the challenges that it throws up, in light of the failure of current approaches. The book is illustrated with often striking photographs taken by Everard during his stay in North Korea."

29/09/2017

Como é servir na Coreia do Norte?

A vida da única família brasileira na Coreia do Norte
Luis Barrucho - @luisbarrucho
Da BBC Brasil em Londres

"É um funcionário corajoso, cumprindo bem o seu papel, sobretudo para nos dar informações sobre aquilo que acontece num ponto nevrálgico da política mundial. E nós vamos mantê-lo lá", disse há duas semanas em Pequim o ministro das Relações Exteriores, Aloysio Nunes, quando questionado sobre o possível fechamento da embaixada brasileira em Pyongyang, capital da Coreia do Norte.

"Na ocasião, o país, liderado por Kim Jong-un, havia acabado de testar a poderosa bomba H, seu mais significativo teste nuclear até então. Depois disso, ainda lançou um míssil de médio alcance que sobrevoou o Japão.

O "funcionário corajoso" a que Nunes se referiu é o gaúcho Cleiton Schenkel, de 46 anos, atualmente encarregado de negócios da embaixada. Morando com a mulher, também servidora pública (em licença), e seu filho pequeno há pouco mais de um ano em Pyongyang, ele é o único integrante do corpo diplomático brasileiro no país que se tornou o principal foco de tensão global.

Os três são, atualmente, a única família brasileira vivendo na Coreia do Norte. Fora eles, só há mais uma brasileira: a mulher do embaixador da Palestina. Ela nasceu no Brasil e tem cidadania, mas saiu do país ainda criança."

Leia a íntegra em:
http://www.bbc.com/portuguese/internacional-41340519?SThisFB

17/09/2017

Playlist Diplowife: Natasha Bedingfield - Unwritten





Natasha Bedingfield - Unwritten

I am unwritten, can't read my mind, I'm undefined
I'm just beginning, the pen's in my hand, ending unplanned

Staring at the blank page before you
Open up the dirty window
Let the sun illuminate the words that you could not find

Reaching for something in the distance
So close you can almost taste it
Release your inhibitions
Feel the rain on your skin
No one else can feel it for you
Only you can let it in
No one else, no one else
Can speak the words on your lips
Drench yourself in words unspoken
Live your life with arms wide open
Today is where your book begins
The rest is still unwritten

Oh, oh, oh

I break tradition, sometimes my tries, are outside the lines
We've been conditioned to not make mistakes, but I can't live that way

Staring at the blank page before you
Open up the dirty window
Let the sun illuminate the words that you could not find

Reaching for something in the distance
So close you can almost taste it
Release your inhibitions
Feel the rain on your skin
No one else can feel it for you
Only you can let it in
No one else, no one else
Can speak the words on your lips
Drench yourself in words unspoken
Live your life with arms wide open
Today is where your book begins

Feel the rain on your skin
No one else can feel it for you
Only you can let it in
No one else, no one else
Can speak the words on your lips
Drench yourself in words unspoken
Live your life with arms wide open
Today is where your book begins
The rest is still unwritten

Staring at the blank page before you
Open up the dirty window
Let the sun illuminate the words that you could not find

Reaching for something in the distance
So close you can almost taste it
Release your inhibitions
Feel the rain on your skin
No one else can feel it for you
Only you can let it in
No one else, no one else
Can speak the words on your lips
Drench yourself in words unspoken
Live your life with arms wide open
Today is where your book begins

Feel the rain on your skin
No one else can feel it for you
Only you can let it in
No one else, no one else
Can speak the words on your lips
Drench yourself in words unspoken
Live your life with arms wide open
Today is where your book begins
The rest is still unwritten
The rest is still unwritten
The rest is still unwritten

Oh, yeah, yeah

Written by Tarik L. Collins, Ahmir K. Thompson, Karl B. Jenkins, Tahir Cheeseboro Jamal, Khari Abdul Mateen, Radji Mateen, Ridhwan Mateen • Copyright © Sony/ATV Music Publishing LLC,

Universal Music Publishing Group

Playlist Diplowife: Nelly Furtado - I'm Like A Bird




Nelly Furtado - I'm Like A Bird

You're beautiful and that's for sure
You'll never ever fade
Your lovely, but it's not for sure
And I won't ever change
And though my love is rare
And though my love is true
I'm like a bird
I'll only fly away
I don't know where my soul is (Soul is)
I don't know where my home is
And baby all I need for you to know is
I'm like a bird
I'll only fly away
I don't know where my soul is (Soul is)
I don't know where my home is
And I need for you to know
Is your faith in me brings me to tears
Even after all these years
And it pains me so much to tell
That you don't know me that well
And though my love is rare
And though my love is true
I'm like a bird
I'll only fly away
I don't know where my soul is (Soul is)
I don't know where my home is
And baby all I need for you to know is
I'm like a bird
I'll only fly away
I don't know where my soul is (Soul is)
I don't know where my home is
And baby all I need for you to know is
It's not that I want to say good-bye
It's just that every time you try to
Tell me, me that you love me (Oh, oh)
Each and every single day
I know I'm gonna have to eventually give you away, yeah
And though my love is rare
And though my love is true yeah
And I'm just scared
That we may fall through, yeah, yeah
I'm like a bird (I'm like a bird)
I don't know where my soul is (Soul is)
I don't know where my home is
And baby all I need for you to know is
I'm like a bird
I'll only fly away
I don't know where my soul is (Soul is)
I don't know where my home is
And baby all I need for you to know is
I'm like a bird
I'll only fly away
I don't know where my soul is (Soul is)
I don't know where my home is
And baby all I need for you to know is
I'm like a bird
I'll only fly away (I don't know where my soul is)
I don't know where my soul is
I don't know where my home is
And baby all I need for you to know is
I'm like a bird
I'll only fly away (I don't know where my soul is)
I don't know where my soul is
I don't know where my home is
And baby all I need for you to know is
I'm like a bird
I'll only fly away
I don't know where my soul is
I don't know where my home is
And baby all I need for you to know is

Compositores: Nelly Furtado

Letra de I'm Like a Bird © Sony/ATV Music Publishing LLC

Playlist Diplowife: Train - Drops of Jupiter





Train - Drops of Jupiter

Now that she's back in the atmosphere
With drops of Jupiter in her hair, hey, hey
She acts like summer and walks like rain
Reminds me that there's time to change, hey, hey
Since the return from her stay on the moon
She listens like spring and she talks like June, hey, hey
Tell me did you sail across the sun
Did you make it to the Milky Way to see the lights all faded
And that heaven is overrated
Tell me, did you fall from a shooting star
One without a permanent scar
And did you miss me while you were looking for yourself out there
Now that she's back from that soul vacation
Tracing her way through the constellation, hey, hey
She checks out Mozart while she does tae-bo
Reminds me that there's room to grow, hey, hey
Now that she's back in the atmosphere
I'm afraid that she might think of me as plain ol' Jane
Told a story about a man who is too afraid to fly so he never did land
Tell me did the wind sweep you off your feet
Did you finally get the chance to dance along the light of day
And head back to the milky way
And tell me, did Venus blow your mind
Was it everything you wanted to find
And did you miss me while you were looking for yourself out there
Can you imagine no love, pride, deep-fried chicken
Your best friend always sticking up for you even when I know you're wrong
Can you imagine no first dance, freeze dried romance five-hour phone
Conversation
The best soy latte that you ever had, and me
Tell me did the wind sweep you off your feet
Did you finally get the chance to dance along the light of day
And head back toward the Milky Way
And are you lonely looking for yourself out there?
Tell me did you sail across the sun
Did you make it to the milky way to see the lights all faded
And that heaven is overrated
Tell me, did you fall from a shooting star
One without a permanent scar
And did you miss me while you were looking for yourself out there

Compositores: Charles Colin / Charlie Colin / James Stafford / James W Stafford / Pat Monahan / Robert Hotchkiss / Robert S Hotchkiss / Scott Underwood / Scott Michael Underwood

Letra de Drops of Jupiter © Sony/ATV Music Publishing LLC