31/03/2015

A formação acadêmica dos diplomatas brasileiros

Hoje, venho recomendar a leitura de "Alma mater diplomática: a formação acadêmica dos diplomatas brasileiros (1985-2010)", de autoria de Rogério de Souza Farias & Géssica Carmo. Trata-se de uma pesquisa bem interessante, cujo resultado já instigava a minha curiosidade antes mesmo de o artigo ter sido publicado. Clique AQUI para lê-lo. 


O parágrafo inicial do artigo chamou a minha atenção para uma história bem pitoresca:

"Após a morte do Barão do Rio Branco, o jovem Argeu Guimarães dirigiu-se ao Ministério das Relações Exteriores. Como vários jovens que rondavam o palacete da antiga Rua Larga de São Joaquim, levou consigo seu diploma de bacharel e uma carta de recomendação. Desejava um emprego. Foi entrevistado pelo temido diretor Frederico Afonso de Carvalho, mas não obteve sucesso. Seu diploma não sensibilizou o diretor, que parecia mais preocupado com sua horrenda caligrafia. O órgão certamente não via o título de bacharel em direito como aspecto crucial para um aspirante ao cargo – mesmo em uma época em que mais de 70% da população era analfabeta. Foi somente em 1920 que finalmente o bacharel entrou no Itamaraty, por um concurso em que nem precisou de seu diploma".

Os principais resultados obtidos pelos autores, foram os seguintes:


 Proporção de servidores por curso de formação e período.


 Distribuição dos servidores por instituição de formação.


Proporção de servidores com pós-graduação (em laranja).

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