05/04/2015

Entrevista: Casais no Itamaraty - Parte I

Após ler a página 46 do livro  "Por dentro do Itamaraty: impressões de um diplomata", de André Amado, decidi realizar uma entrevista com três casais de diplomatas: um casal de homem e mulher; um casal de homens; e um casal de mulheres, sobre as dificuldades e facilidades de um relacionamento com alguém da carreira. Não identificaremos os casais.

Abordamos somente três tópicos:

1) Você acredita que o relacionamento entre diplomatas é mais fácil do que com pessoas de outras carreiras? Por que?
2) Você encontrou dificuldades por se relacionar com alguém da carreira? Se sim, quais?
3) Como vocês coordenam o desenvolvimento das duas carreiras em paralelo? Essa é uma questão relevante para vocês?


Foto: Tatuagens para casais

Com base nas respostas, decidi escrever uma série de posts. Mas, primeiramente, gostaria de transcrever o trecho do livro que me inspirou.

"A questão das mulheres é de igual complexidade, por outras razões, porém. De 1938 a 1954, estava vedado o ingresso de mulheres. Foi Maria Sandra Carneiro de Mello (depois Macedo Soares) quem questionou a proibição: inscreveu-se sub judice no concurso, foi aprovada e cursou o IRBr; em janeiro de 1954, presenciou a revogação da proibição.

Uma batalha havia sido ganha, mas havia outras ainda a travar. Durante muitos anos, os casais formados por diplomatas não podiam ser removidos para ocuparem ambos funções no exterior. Um dos dois tinha de pedir licença e ficar agregado à carreira. Com uma única exceção — a do hoje Embaixador Evandro Didonet e da também Embaixadora Susan Kleebank —, “agregava” o cônjuge feminino do casal. Demorou o Itamaraty a corrigir essa limitação, que resultava, em geral, em discriminação contra a mulher. Quem alterou a legislação foi o Ministro Saraiva Guerreiro, por sugestão do chefe da Administração à época, o Embaixador Alberto da Costa e Silva. Nos dias de hoje, até em um mesmo posto, marido e mulher, companheiro e companheira, estão autorizados a trabalhar. Não estou seguro de que tudo isso seja do conhecimento público". Página 46.  Clique AQUI para acessar o livro.

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Obrigada pelo seu comentário!