08/04/2015

Uma consulesa além dos brioches

Achei muito interessante a matéria "Uma consulesa além dos brioches", publicada em 23 de fevereiro de 2015 na página www.geledes.org.br, e resolvi reproduzir um trechinho aqui no blog. Para ler o texto na íntegra, é só clicar no link ao final do post. 


De origem francesa e gambiana, Alexandra Baldeh Loras nasceu em um gueto na periferia parisiense. É a única negra entre seus cinco irmãos. É também a única a ter uma carreira: estudou na tradicional Sciences Po, a mesma instituição por onde passaram nomes fortes da história de seu país, como os dos ex-presidentes Jacques Chirac e François Mitterand. 

Casada com o cônsul-geral da França no Brasil, Damien Loras, com quem tem um filho de pouco mais de dois anos, Alexandra está em luto pelas vítimas dos episódios de violência ocorridos no mês passado em Paris, que se iniciaram na redação do jornal Charlie Hebdo e deixaram um saldo de 20 mortos. O caso motiva a consulesa a debater a sociedade francesa. Mas ela avisa que, aqui, fala como cidadã que sofre preconceito em meio à elite dominante.

Apresentação

Hoje, estou tirando meu chapéu de consulesa para levantar meu dever de reserva como esposa do cônsul-geral da França no Brasil. Como estamos defendendo a liberdade de expressão, gostaria de tomar a liberdade de me expressar como cidadã francesa, negra, de origem judaica e muçulmana, que nasceu em um gueto parisiense em Corbeil-Essonnes, o pior da França. Mas tive a sorte de estudar, de me graduar em Jornalismo no IEP (L’École Livre de Sciences Politiques), de Paris, onde se forma a elite política da França, e de ser apresentadora na televisão francesa. Não sou tanto uma exceção entre as minorias do meu país, mas essa trajetória me deu a oportunidade de conhecer os dois lados, as mídias e como as minorias são estereotipadas nas mídias. Eu amo o meu país e tenho medo de uma eventual guerra civil, olhando o desafio de nossa época. Parece que a França se com- porta como um avestruz. Quero falar sobre meu país, que me deu oportunidades para construir valores importantes, como tolerância e abertura da mente. Quero falar do meu ponto de vista, como parte da minoria francesa.

Fonte: http://www.geledes.org.br/uma-consulesa-alem-dos-brioches/#axzz3W2Lfrp8t

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