22/04/2015

Uma embaixatriz para se inspirar


Lendo matérias na internet encontrei "Uma embaixatriz para se inspirar" no site vilamulher.com.br. Transcrevo abaixo um trecho. 

"Ela nasceu dentro de um táxi, quando a mãe não conseguiu esperar o carro chegar até o hospital militar, na cidade de Curitiba, no Paraná. O pai, que era médico, fez o parto ali mesmo e a bebezinha foi embrulhada no paletó. Roseana T. Aben-Athar Kipman veio ao mundo assim, numa manhã de fevereiro de 1948. Hoje, ela é embaixatriz do Brasil no Haiti. Mas do dia do nascimento até a vida que leva hoje, longe do Brasil, muita coisa aconteceu. Roseana é dessas mulheres que inspiram. E o Vila Sucesso conversou com ela, direto do Haiti, e agora divide a história dela com você.

O lugar onde Roseana mora se encontra hoje num estado que ela mesma chama de "paz armada". Muitos progressos já foram feitos na região, mas a miséria é enorme. "O desemprego beira os 75%, o analfabetismo 80%. Pelo menos 10% da população têm AIDS e ainda há muito por fazer", diz. Mas por que, aos 61 anos, ela resolveu morar numa área de conflito?

O marido de Roseana, Igor Kipman, foi designado para o cargo de Embaixador do Haiti pelo presidente da República. E, desde então, os dois moram por lá. Por causa da situação do país, Roseana só anda de carro blindado e tem um contingente de 13 fuzileiros navais que ficam 24 horas por dia com ela. "Eu os chamo de anjos da guarda e os amo de paixão. Como não amar a alguém que voluntariamente coloca a vida em troca da minha e protege o meu corpo com o seu?" (...)

Mas Roseana é modesta. Por lá, ela faz muito mais do que isso. Há mais de 40 anos, trabalha com o desenvolvimento social. Morando numa região com tanta carência, a história não podia ser diferente. Ela levanta antes das 6h da manhã e só dorme quando o relógio bate meia-noite. Nesse dia longo, ensina português para os haitianos, de forma voluntária, no Centro de Cultura Brasil-Haiti.

Além disso, trabalha num centro de nutrição, em Cité Soleil. "Três ou quatro vezes por semana recebo pessoas para almoçar ou jantar e nas outras noites restantes vou aos jantares oficiais. Além disso, bordo, leio, respondo meus e-mail, visito orfanatos, templos católicos e evangélicos e participo de ações sociais lideradas pelo Exército ou Marinha Brasileiro", conta. Outra coisa que ocupa parte do dia de Roseana é o mundo virtual. Ela não deixa de sempre atualizar páginas como Facebook, Orkut e Twitter. Entre os esportes preferidos, muita aventura. Ela gosta de rafting, rapel, arborismo, caiaque e montanhismo. Além disso, é encantada pelo movimento escoteiro pelo mundo - do qual é dirigente há 42 anos.

Roseana também é apaixonada por outra coisa: a leitura. Ela tem mais de 2 mil livros que carrega para onde vai e diz que lê de maneira compulsiva. Se gosta de um autor, dá um jeito de ler tudo que ele tiver escrito. "Não me lembro de estar sem um livro na mão. Como releio meus livros, nunca passo a diante, não os empresto para serem lidos fora da minha casa e não me desfaço deles. Assim é que logicamente a minha biblioteca foi crescendo, crescendo e continuará crescendo enquanto eu for capaz de ler", conta."

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