01/05/2015

Entrevista: Mães no Itamaraty - Parte VI

Na semana do dia das mães, resolvi publicar aqui no blog alguns trechos parciais da pesquisa que eu e a AFSI estamos fazendo em conjunto, para identificar o perfil das mães cônjuges de servidores do Itamaraty e de mães servidoras do Itamaraty.

Inspiradas nos relatos da série de entrevistas "mães no Itamaraty", eu, Mariana Leal Schmidt e Carolina Vilalva formulamos um questionário no Google Forms e distribuímos para os membros da Associação preencherem - se você ainda não preencheu, me avise que envio o link para seu e-mail. 

Aqui estão algumas das estatísticas que já alcançamos até o momento. Esses dados ainda não são fidedignos, pois precisamos de um universo bem maior de participantes, mas estamos a caminho.  Precisamos da adesão dos familiares. Curiosos?


Até o momento, 80% dos casais têm um ou dois filhos. Talvez isso se deva ao alto custo das escolas no exterior - algumas chegam a custar mais de 2 mil Dólares por mês. Essa é uma questão a ser pesquisada mais adiante. 


Por enquanto, não recebemos relatos de casais que optaram por ter filhos em posto D. Seria muito interessante ter informações a respeito de como se procederam o pré-natal e o parto nesse posto. A maioria das entrevistadas escolheu um posto A (27%) ou não escolheu (27%). 



Muitas vezes, as cônjuges ficam grávidas em um país, mas dão a luz em outro - seja por motivo de remoção ou por desejar retornar ao Brasil. Há também casos como o da Celina, que entrevistamos anteriormente, que passou por sete médicos, em quatro países entre a gestação e o nascimento do seu primeiro filho. Queremos conhecer mais histórias como essa. Se você conhece alguém que possa compartilhar conosco, me escreva.


A maioria das mães entrevistadas realizou seu pré-natal na América do Sul: 28% no Brasil, 11% na Argentina, 6% na Venezuela e 6% no Peru. 




 47% das mães entrevistadas até o momento foram atendidas por médico brasileiro presencialmente e 6% por médico brasileiro à distância. E também 47% foram atendidas por profissionais estrangeiros. Em alguns casos, foram atendidas por brasileiros e estrangeiros.


 As maiores dificuldades apontadas pelas entrevistadas foram as barreiras linguística e cultural. Como podemos ver abaixo, somente 29% delas se comunicava com seu médico em Português. De qualquer forma, identificamos que 100% das mães que participaram da pesquisa falavam o idioma de seu médico.



Boa parcela (38%) dos partos não saiu conforme o planejado. Precisamos nos aprofundar nos motivos para saber se teve relação com alguma diferença cultural ou de idioma.




Um dado que poucos sabem é que a população de filhos de servidores que apresentam necessidades especiais é expressiva. Até o momento, 15% das mães apontaram que seus filhos possuem ou síndrome de down ou autismo.

 

Gostaram dos dados que apresentamos? A pesquisa é bem mais longa. Esse foi só um gostinho dos dados parciais. Aguardem a publicação que farei com a AFSI para conhecer os resultados finais.


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