05/05/2015

Entrevista: Mães no Itamaraty - Parte VII

Na semana do dia das mães, estou publicando aqui no blog alguns trechos parciais da pesquisa que eu e a AFSI estamos fazendo em conjunto, para identificar o perfil das mães cônjuges de servidores do Itamaraty e de mães servidoras do Itamaraty. 

Como disse no post anterior, inspiradas nos relatos da série de entrevistas "mães no Itamaraty", eu, Mariana Leal Schmidt e Carolina Vilalva formulamos um questionário no Google Forms e distribuímos para os membros da Associação preencherem - se você ainda não preencheu, me avise que envio o link para seu e-mail. 

Aqui estão algumas das estatísticas que já alcançamos até o momento. Esses dados ainda não são fidedignos, pois precisamos de um universo bem maior de participantes, mas estamos a caminho. Precisamos da adesão dos familiares, nos ajude a divulgar esse trabalho!

Conforme vimos, 26% das mães optaram por post A, 20% por posto B, 27% por posto C e 27% não optaram. Em uma segunda pergunta, quisemos saber se a escolha do posto foi influenciada pelo objetivo de ter filhos durante a missão. Eis o resultado parcial: 

 

O apoio para os primeiros dias de vida do bebê é muito importante. Segundo as entrevistadas, 83% delas tiveram o apoio dos familiares, que viajaram até o país onde elas se encontravam com o bebê. 8% das mães retornaram ao Brasil para ter apoio e 9% não teve apoio dos familiares nessa fase.



Sendo nômades, muitos dos servidores optam por falar um segundo idioma em casa, além do Português, para que seus filhos sejam bilíngues. Eles correspondem a 54% dos entrevistados. Por outro lado, 46% falam somente Português com seus filhos.



O questionário também é composto por perguntas abertas. Eis algumas respostas à pergunta "o fato de estarem servindo no exterior influenciou de alguma forma a sua decisão de ter filhos?"


"Sim, pois eu não estava trabalhando no exterior e podia me dedicar mais ao cuidado das crianças."

"Não exatamente. Já queríamos filhos e decidimos começar a tentar quando estávamos para sair do Brasil. Assim, decidimos que buscaríamos um posto que tivesse o mínimo de condições para termos um bebê (afastamos, portanto, a maioria dos Postos D, por exemplo, pois queríamos uma rede de hospitais e médicos confiável, além de boas condições de saneamento, energia elétrica, etc... problemas usualmente enfrentados em postos desta categoria). Logo, não foi o posto, ou a saída que influenciaram a decisão de ter filhos... Mas sim, a decisão de ter filhos que influenciou a escolha do posto."

"Sim, o fato de saber que iríamos morar fora nos incentivou a ter os nossos filhos no Brasil, antes da primeira remoção e com pouco espaço de diferença entre os nascimentos. A ideia era que a diferença de idade fosse pequena para eles poderem fazer companhia um ao outro, já que passariam a infância mudando de um lugar para outro."

"Não. Os filhos vieram antes!"

"Sim. Principalmente porque não podia exercer minha profissão, então, por estar em casa, achamos que seria uma boa hora para me dedicar a um bebê."

"Não. Inclusive soube que estava grávida um mês antes de sermos removidos. Foi uma surpresa e um milagre porque tinha 4 diagnósticos de anovulação crônica."

"Sim. Conseguimos poupar enquanto estávamos num posto D para que tivéssemos tranquilidade financeira para organizar a chegada do bebê."


CASO VOCÊ SEJA MÃE E CÔNJUGE DE SERVIDOR DO ITAMARATY OU MÃE E SERVIDORA DO ITAMARATY, ENTRE EM CONTATO PARA QUE POSSAMOS TE ENVIAR O LINK DA PESQUISA. SUA HISTÓRIA PODE AJUDAR MUITAS OUTRAS MÃES.

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