13/05/2015

Instituto Rio Branco, 70 anos

A ideia deste post foi da querida Celina, do blog Diplomatrizzando. Obrigada!

Neste ano, comemoramos os setenta anos de existência do Instituto Rio Branco, a academia que forma nossos diplomatas brasileiros desde 1945. Para conhecer um pouco mais sobre ele, separei três vídeos da série que o Itamaraty lançou nessa data comemorativa, que falam um pouco da história do IRBr.

O primeiro vídeo, é do Embaixador Gonçalo de Barros Carvalho e Mello Mourão, Diretor-Geral do Instituto Rio Branco. O vídeo está no formato playlist e se vocês desejarem, poderão assistir continuamente a todos os nove depoimentos disponibilizados no canal do MRE no Youtube. Todos os vídeos são excelentes! Recomendo!


O segundo vídeo é da minha querida professora Sara Walker. Além de professora do Instituto Rio Branco desde 1968-1969 (sua primeira turma no IRBr, depois retornou em 1977),  ela tem um curso de Inglês com seu nome, que prepara servidores internacionais e CACDistas. Ela também é autora do Manual de Inglês para candidatos a diplomata, publicado pela FUNAG.



O terceiro vídeo que selecionei é de outro professor do IRBr, Dr. Francisco Doratioto. Ele é historiador, por isso me pareceu interessante colocar aqui o seu relato.



Agora, a transcrição do artigo publicado pelo Ministro das Relações Exteriores, Embaixador Mauro Vieira, no jornal Folha de S. Paulo. Leia mais no do blog diplomaciapublica.itamaraty.gov.br sobre essa data comemorativa. 

Instituto Rio Branco, 70 anos


"O Instituto Rio Branco completou 70 anos neste sábado (18). É a terceira academia diplomática mais antiga do mundo, após a Academia de Viena (Áustria) e a Pontifícia Academia Eclesiástica do Vaticano.

Desde a sua fundação, em 1945, em meio às comemorações do centenário do Barão do Rio Branco, o instituto tem formado os diplomatas brasileiros, selecionados por meio de concurso público. Sua criação foi um marco no processo de profissionalização do Estado brasileiro.

Reconheceu-se, com isso, ser a diplomacia uma carreira de Estado, essencial para a defesa dos interesses do país, exigindo formação técnica específica e uma estrutura meritocrática. A academia diplomática brasileira busca a um só tempo conservar as melhores tradições e princípios da diplomacia brasileira e formar profissionais em sintonia com os desafios contemporâneos.

O Instituto Rio Branco é também a mais antiga escola de governo do Brasil. É com justo orgulho que o Ministério das Relações Exteriores comemora os 70 anos de uma instituição que ocupa papel central na defesa dos interesses nacionais e na representação do país no mundo.

O Rio Branco contribui também para a projeção internacional do Brasil, por meio de seu programa de bolsas para diplomatas estrangeiros. Criado em 1976, o programa já formou mais de 200 diplomatas de cerca de 50 países, muitos dos quais ocupam hoje os mais altos cargos de suas chancelarias, inclusive ministros de Estado e embaixadores.

O serviço diplomático brasileiro deve ter a cara do país e refletir sua diversidade. Ainda há desafios a vencer para atingir representação na carreira diplomática mais fiel à composição da população brasileira.

A participação crescente das mulheres na carreira é uma das mudanças em curso na composição do nosso serviço diplomático. Apenas em 1954, nove anos depois da criação do instituto, o ingresso de mulheres na carreira foi permitido por lei.

Desde então, de 2.096 novos diplomatas, 421 mulheres foram admitidas no Rio Branco, o que corresponde a 20% do total. Esse número tem crescido nos últimos anos, e a proporção é de 26%, se considerado o período a partir do ano 2000.

Em tempos recentes, o Instituto Rio Branco tem buscado ainda promover o ingresso de afrodescendentes na carreira diplomática. Trata-se de projeto específico do Ministério das Relações Exteriores, previsto no Programa de Ação Afirmativa do Instituto Rio Branco, em 2002.

O programa concede bolsas de estudos anuais para potenciais candidatos afrodescendentes se prepararem para prestar o concurso de admissão à carreira de diplomata.

É um programa único no âmbito da administração pública federal. Já concedeu 530 bolsas para 319 candidatos e possibilitou o ingresso de 20 bolsistas afrodescendentes na carreira diplomática. Há também um esforço para ampliar a representatividade regional da diplomacia. Os Concursos de Admissão à Carreira de Diplomata são aplicados em todas as capitais e no Distrito Federal.

Mais do que a celebração do passado, contudo, os 70 anos do Instituto Rio Branco recordam o Itamaraty da necessidade de constante renovação e de aperfeiçoamento. É com os olhos no futuro que devemos preparar as novas gerações de diplomatas, que atuarão num mundo de interconexão inédita e complexidade crescente.

A construção dessa nova diplomacia, cada vez mais pública e mais transparente, em um mundo ligado pelas novas tecnologias e pelas mídias sociais, constitui o atual desafio da academia diplomática brasileira. Superá-lo é um imperativo para que o Rio Branco continue à altura da missão a ele confiada." 

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