22/05/2015

Trabalhando em casa pelo mundo afora: Home Office

Acompanhar o cônjuge pelo mundo e manter uma atividade profissional não é fácil. Em alguns países (a maioria) os cônjuges de diplomatas não podem exercer atividade remunerada, o que acaba retirando muitas oportunidades de crescer na carreira. Uma opção bem legal é prestar consultorias online para outros países, manter um blog (olha eu aí gente), criar uma série de vídeos no Youtube, fotografar e criar um site com seu portfólio, pintar ou esculpir obras de arte... enfim, são diversas as opções. Mas todas elas tem algo em comum:  o home office. 

Atualmente estou trabalhando no meu home office: faço doutorado, faço pesquisas, atualizo este blog, o blog de casamentos e o blog do meu grupo de pesquisa (esses dois últimos não tenho atualizado tanto por causa do final do curso),  além de ajudar as amigas com dicas para organizar casamentos e festas. Aliás, vejam meu Pinterest AQUI. Sempre que encontro algum tema legal, eu adiciono. 

Pensando em todos nós que trabalhamos em home office, resolvi escrever este post com dicas para facilitar as nossas vidas e melhorar nosso desempenho. O primeiro vídeo é do blog da Lu: Chata de Galocha. A Lia, do blog Just Lia, também dá dicas, mas para decorar seu home office (veja aqui - aqui - e aqui), o segundo vídeo é dela. 








O site Pequenas Empresas Grandes Negócios fez duas matérias interessantes sobre o assunto. Vou transcrever alguns trechos. Para ler o texto completo, clique nos links:

http://revistapegn.globo.com/Noticias/noticia/2014/08/7-coisas-que-todo-mundo-precisa-saber-sobre-home-office.html

http://revistapegn.globo.com/Noticias/noticia/2014/08/11-dicas-para-quem-tem-filhos-no-home-office.html

7 coisas que todo mundo precisa saber sobre home office

O empreendedor deve saber: este tipo de trabalho não é um jeito fácil de ganhar muito trabalhando pouco.  O Home office hoje é um dos grandes temas quando o assunto é trabalho do futuro. E como o assunto é relativamente recente no Brasil, acho importante esclarecer certos pontos – e até mitos – sobre o trabalho realizado remotamente. Vamos a eles:

1. Home office não significa trabalho em casa

Apesar desta ser a tradução literal do termo, no Brasil ele define de forma genérica o trabalho que é realizado em espaço alternativo ao escritório da empresa. Este local pode ser – ou não – o escritório em casa. Uma pessoa pode trabalhar “home office” em cafés, hotéis, aeroportos, táxis, parques…ou em casa. Os termos mais exatos para definir esta modalidade de trabalho são: trabalho remoto, teletrabalho, trabalho à distância, ou o que acredito ser o mais adequado, trabalho portátil.

3. Home office não é um jeito fácil de ganhar muito trabalhando pouco

Quando alguém procura o termo “home office” nas ferramentas de busca, aparecem muitas ofertas de “trabalhe sem sair de casa”. São promessas de renda extra onde o candidato tem a possibilidade de receber valores atrativos trabalhando somente algumas horas do dia. Obviamente, há sempre uma taxa de inscrição envolvida no processo. Na maioria das vezes, estas ofertas não passam de “esquemas” onde a única pessoa que trabalha pouco e ganha muito é a pessoa que está vendendo a promessa.

5. Pijama e pantufa não combinam com home office

Trabalhar em home office exige uma grande dose de profissionalismo e esta atitude começa na hora de se vestir para trabalhar. Quem trabalha em casa e fica de pijama, ou sem camisa, acaba refletindo este desleixo na qualidade de suas tarefas. Se o hábito faz o monge, um traje não profissional pode contaminar a seriedade do trabalho e reduzir a credibilidade e até a auto-estima do colaborador. Esta insegurança pode acabar vindo à tona, principalmente na hora de falar com os clientes ao telefone. Em casos extremos, o comportamento relapso no home office pode levar até à depressão.

Isto não significa, claro, que seja necessário colocar terno e gravata todos os dias. O importante é trabalhar com uma roupa confortável, mas que transmita uma atitude profissional para si mesmo e para os outros. Inclusive preparando o colaborador para atender a uma eventual reunião de última hora por vídeo-conferência. Camisa pólo e jeans, por exemplo, são coringas. Maquiagem leve para as mulheres e barba aparada para os homens também ajudam na inspiração e na motivação.

6. O home office não é um mar de rosas…

Muita gente acha que se começar a trabalhar em home office vai poder dormir até as onze horas da manhã, passear no shopping quando bem entender, beber uma cervejinha com os amigos no meio da tarde. E trabalhar quando sobrar um tempinho.

Mas para funcionar com produtividade, o home office exige um grande auto controle e uma dose extra de disciplina. Disciplina para lidar com “tentações” como a geladeira e a TV a dez passos de distância, disciplina para saber a hora de começar e de terminar o expediente, disciplina para organizar o espaço de trabalho e para gerenciar o andamento de suas tarefas e não se perder nos prazos. Além disso, trabalhar em casa pode gerar uma sensação de isolamento, problemas familiares e queda de concentração por conta de ruídos domésticos, distrações, demandas de filhos e cônjuges.

7. …mas é o melhor lugar do mundo para trabalhar

Apesar dos desafios, quem consegue administrar seu tempo e produzir com qualidade no home office acaba trabalhando melhor e aproveitando muito mais a vida. Com o trabalho remoto evitam-se as várias horas e o enorme stress causados pelo trânsito no trajeto entre casa e trabalho. O tempo que o colaborador ganha escapando dos congestionamentos pode ser utilizado para praticar esporte, acompanhar um filho no médico, relaxar, ou até mesmo adiantar as tarefas para garantir tempo livre em outro momento. Com a redução do stress no trânsito e a possibilidade de controlar a qualidade da própria alimentação, quem sai ganhando é a saúde do colaborador. Além disso, trabalhar em home office aumenta a motivação e reduz interrupções de colegas e reuniões desnecessárias, aumentando a produtividade. Bom para o colaborador, melhor ainda para a empresa que o emprega.

Muita coisa evoluiu desde que comecei a trabalhar home office e pesquisar sobre o assunto, há dez anos atrás. Porém, muitas questões ainda permanecem, causando duvidas, estranheza, polêmica e até preconceito. Por isso a importância de lançar uma luz sobre o tema. Se todos encararmos o trabalho remoto com a devida seriedade, em pouco tempo teremos uma situação similar a de países como EUA, Inglaterra e Índia, onde esta modalidade já faz parte do cotidiano e traz benefícios para milhões de empresas e trabalhadores.

Afinal, trabalho é algo que se faz, não um lugar para onde se vai.



11 dicas para quem tem filhos no home office

Ao trazer seu escritório para casa, provavelmente seus filhos vão estranhar a mudança
O home office permite que você fique mais perto dos seus filhos. Isso não quer dizer que você vai conseguir trabalhar com crianças brincando dentro do seu escritório. Estabeleça limites, feche portas e contrate uma babá. Caso contrário, não vai conseguir se concentrar ou se comunicar de forma eficaz com seus clientes ou colegas. Para a experiência não ser traumática nem o escritório virar uma bagunça, aqui vão algumas dicas:

1. Prepare o terreno

Ao trazer seu escritório para casa, provavelmente seus filhos vão estranhar a mudança. Surgirão dúvidas e talvez até um pouco de insegurança. Tente tranquilizá-los explicando seus motivos e as vantagens que todos ganharão com a mudança. É normal que também confundam sua presença com a disponibilidade para brincar. O segredo aqui é tentar convencê-los de que o escritório em casa funciona da mesma maneira que o anterior, longe de casa: é como se os pais não estivessem por perto. E que também por este motivo, a babá está ali mesmo que os pais não tenham saído de casa.
Foto: http://dehouss.com

2. Envolva seus filhos na causa

Explique que poderão ocorrer algumas mudanças na casa e que de agora em diante você vai precisar muito da ajuda deles. Seja para ceder um quarto de brinquedos que vai virar escritório ou para juntar os brinquedos do chão, já que um cliente pode chegar a qualquer momento. Dependendo da idade das crianças, esta pode ser uma oportunidade para assumirem responsabilidades extras, como fazer seu próprio lanche da tarde uma vez ou outra (claro que tudo depende da idade). Comente também sobre reuniões e como devem se comportar na presença de clientes, fornecedores e colegas de trabalho.

3. Algumas regras para os filhos


Se seus filhos já têm idade suficiente para entender e seguir regras, defina uma lista curta, simples e clara de atitudes que você espera deles:

- Estabeleça em quais situações e horários é permitido ou não interromper. Por exemplo: quando estiver ao telefone, é proibido interromper.

- Permita ser interrompido somente em caso de emergência, definindo através de exemplos quais situações podem ser consideradas emergências e quais podem esperar para mais tarde.

- Crie uma sinalização para pendurar na porta do seu escritório indicando que naquele momento não pode ser incomodado. Peça aos seus filhos que ajudem a criar e desenhar a sinalização para envolvê-los ainda mais no processo.

- Não permita que seus filhos atendam a linha do escritório ou a utilizem para ligações pessoais. Eles deverão utilizar somente a linha telefônica residencial.

4. Regras são regras

De nada adianta criar uma lista de regras e abrir exceções a todo momento. Pode ser confuso para a criança saber quando a regra está valendo ou não. E uma vez que se permite quebrar uma regra, é difícil voltar atrás. Avise seus filhos que novas regras (ou adaptações complementares) poderão ser estabelecidas e também deverão ser obedecidas. Regras podem não funcionar tão bem com crianças pequenas, principalmente as que não permitem interrupções. Neste caso, vale a pena mostrar alguma flexibilidade e compreensão, e implementar as regras gradativamente.

5. Prepare-se para ser testado


É grande a possibilidade de que as crianças – principalmente as mais velhas – testem os limites do código de regras que você estabeleceu. Uma vez que as regras já foram explicadas, entendidas e são justas para ambos os lados, você tem argumentos para ser firme com a obediência do que foi combinado. Por outro lado, muita gente não consegue dizer “não” para os filhos. Ou quando o fazem, trazem na voz um tom de conivência, que é percebido de longe por qualquer criança. Se você realmente quer trabalhar de casa, é crucial que aprenda a dizer “não” com firmeza para seus filhos, quando isso for necessário.

6. Deixe a cabeça no escritório

Nos momentos em que estiver disponível para sua família, esteja 100% presente. Procure não atender o telefone ou checar e-mails no smartphone. Caso contrário, vai ser difícil convencer seus filhos de que você dá mais importância a eles do que ao trabalho. Além disso, eles podem acabar associando trabalho a algo negativo, que disputa a atenção dos pais.

7. Envolva-se nas atividades dos seus filhos

Encaixe na sua agenda um tempinho para participar da rotina dos seus filhos. Por exemplo: levar no treino de futebol ou buscar na escola. Programe com antecedência como e quando isso vai acontecer. E então, aproveite sem culpa mais este privilégio que o home office pode oferecer.

8. Envolva seus filhos em suas atividades

Outra forma de passar mais tempo com seus filhos é levá-los com você quando sai para rápidas atividades relacionadas ao trabalho: uma ida ao banco ou à loja de materiais para escritório. De vez em quando deixe que entrem em seu escritório e mostre algum projeto que está desenvolvendo. Demonstre seu entusiasmo pelo que faz e permita que também sintam-se parte do seu sucesso.
Foto: http://neapolitan.us

9. Cuidado com a culpa…


É bem comum que pais que trabalham em casa sintam-se culpados por não estarem com os filhos o tempo todo. Afinal de contas, eles estão bem ali, na sala ao lado. Outro tipo de culpa é a de não estar trabalhando nos momentos em que brincam com seus filhos.

Para lidar com estas culpas, tão contraditórias, procure conscientizar-se do seguinte:

1. é com o dinheiro ganho no seu trabalho que você pode prover o bem-estar dos seus filhos, e

2. ao trabalhar de casa você presenteia seus filhos com uma quantidade e qualidade de tempo e divertimento que eles não teriam se você trabalhasse em um escritório tradicional. E nesta equação entra também o tempo ganho por não precisar se deslocar até o trabalho. Conclusão: relaxe, pois você tem crédito com seus filhos e seus clientes.

10. Evite expor seus filhos a problemas corporativos

Os assuntos do escritório não devem – na medida do possível – invadir o espaço da casa. Se seus filhos se mostram muito preocupados com fatos que não pertencem à sua realidade infantil (o preço das coisas ou a falta de dinheiro, por exemplo) ou se demonstram nervosismo quando os pais discutem assuntos do trabalho, talvez estejam sendo prematuramente imersos em um mundo de preocupações e aflições para os quais não têm (e nem deveriam ter) estrutura. Fique atento aos temas.

11. Seus filhos são as crianças da casa

A disciplina dos seus filhos é essencial para o bom funcionamento do home office. Mas também é importante levar em conta que esta é a única infância que terão. Para não tirar a liberdade deles, invista em um isolamento acústico para permitir que brinquem sem se preocupar em fazer barulho, sem perder a espontaneidade. Lembre-se de que antes de ser escritório a sua casa é uma casa, um lar. E você não gostaria que tivessem feito isso com você na sua infância, certo?


Uma dica legal: acesse www.gohome.com.br e baixe de graça um livro com ideias para começar seu home office. 

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