17/06/2015

Artigo: Do Circuito Elizabeth Arden ao Circuito Global?

Do Circuito Elizabeth Arden ao Circuito Global?

A política de postos e remoções do Itamaraty, por Rogério de Souza Farias e Géssica Carmo.


Boa tarde, apesar de estar "de férias" do blog (os posts foram todos programados mês passado), resolvi atualizá-lo hoje com este artigo muito interessante da Mundorama. Vocês podem acessá-lo clicando AQUI.

"Este artigo, dessa maneira, trabalhará na importante lacuna do exame das remoções dos diplomatas brasileiros  – algo ainda não realizado de forma sistemática. Trata-se da quarta contribuição a uma série de artigos sobre os “Filhos da Democracia”, os diplomatas que passaram pelo Instituto Rio Branco (IRBr) de 1985 a 2010 (1, 2 e 3). A análise recairá primordialmente sobre os que tomaram posse entre 1987 e 2007, pois carecemos de dados mais precisos sobre os que acederam ao órgão entre 2008 e 2010 – além de parte considerável deste grupo ainda não ter sido removido para postos no exterior. Será realizada uma comparação com os servidores que tomaram posse de 1930 a 1968. No total, serão examinadas 1768 carreiras.[5]

O objetivo do texto é analisar dois aspectos distintos. O primeiro é a criação e a distribuição de postos do Itamaraty no exterior, desde o período da Independência; o segundo, a designação de quais servidores são escolhidos para ocupar tais colocações (o termo a ser utilizado será “remoção”). Para alcançar esses dois objetivos, os autores esforçaram-se para levantar, de forma inédita, dados referentes a 442 postos criados entre 1819 e 2010 e de 9.219 remoções, além da legislação pertinente sobre o assunto. No período anterior a 1916, foram utilizados os relatórios anuais da pasta de Negócios Estrangeiros (depois Relações Exteriores), os orçamentos financeiros do Império e o volume editado por Raul de Campos.[6] De 1916 até 2014, foram utilizados relatórios anuais do Itamaraty, Almanaques de Pessoal, o Diário Oficial da União (DOU), relatórios do Tribunal de Contas da União, listas de antiguidade da carreira de diplomata e dados do Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão. Por incrível que possa parecer, o período mais contemporâneo é o que enfrenta maiores lacunas em termos de fontes. O último anuário a que tivemos acesso foi o de 2010 – os anteriores foram os de 1992 e o de 1983. Ainda que a publicação de um anuário de aposentados, das listas de antiguidade (semestrais) e o Diário Oficial da União tenham sido úteis para suprir lacunas, nem todas foram preenchidas, em especial entre 1983 e 1992, 1993 e 2009 e de 2010 a 2013.

As conclusões e recomendações foram feitas com base na melhor informação disponível. O estudo carece das dados de 526 servidores que tomaram posse entre o final de 1968 e 1986. A parte de comparação de salários foi feita com base em informações fragmentadas e, certamente, não atualizadas." Rogério de Souza Farias e Géssica Carmo

Abaixo, estão alguns dos gráficos do artigo, como um "teaser" para vocês.


Autoria: Rogério de Souza Farias e Géssica Carmo

Autoria: Rogério de Souza Farias e Géssica Carmo

Autoria: Rogério de Souza Farias e Géssica Carmo

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