01/06/2015

Cadernos de Política Exterior nº1

A FUNAG acaba de lançar uma nova publicação, que pode ser baixada gratuitamente AQUI. Segue, abaixo, a transcrição das palavras dos editores. 

"É com satisfação que apresentamos este primeiro número dos Cadernos de Política Exterior, que serão publicados semestralmente pelo Instituto de Pesquisa de Relações Internacionais (IPRI) – retomando um trabalho que se iniciou nos anos 1980, com os  saudosos Cadernos do IPRI, publicados por este Instituto entre 1988 e 1994. 

A nova revista tem como objetivo trazer uma contribuição ao debate sobre temas ligados às relações internacionais e à política externa brasileira. A discussão pública desses temas vem assumindo, no Brasil, importância cada vez maior, o que reflete, por um lado, a consolidação e aprofundamento de nossa democracia, e, por outro, a crescente projeção do País no cenário internacional. Os “Diálogos sobre Política Externa”, realizados pelo Itamaraty em 2014, confirmaram a relevância da interação entre Governo e sociedade nos temas da agenda internacional. 

Tem-se desenvolvido de forma significativa, no Brasil, a produção acadêmica de conhecimento na área de relações internacionais. Um número cada vez maior de universidades oferece cursos nessa área, em vários casos com programas de pós-graduação. Multiplicam-se as dissertações e teses defendidas a cada ano. Soma-se a isso a produção, igualmente relevante, em áreas correlatas, como as de economia, história, geografia, ciências sociais, filosofia política e outras. Os que trabalham com a diplomacia só têm a ganhar com isso. Como toda atividade “intensiva em conhecimento”, a política externa se beneficia da diversificação e sofisticação do debate.

Inversamente, não é menos correto afirmar que a sociedade civil brasileira – incluindo as universidades, os centros de pesquisa e as ONGs –, assim como outros órgãos do Governo para os quais também se espraia a agenda de temas internacionais, podem beneficiar-se de um acesso mais
amplo ao conhecimento gerado no âmbito do próprio Ministério das Relações Exteriores, ao qual o IPRI está vinculado. Como salientou em seu discurso de posse o Ministro Mauro Vieira, é parte da vocação do Itamaraty contribuir para “ajudar a sociedade e os agentes econômicos e sociais brasileiros a melhor compreender o mundo, nossos interesses e a própria agenda diplomática brasileira”. O debate sobre a política externa é uma via de duas mãos, na qual o Itamaraty pode e deve absorver o conhecimento que se produz fora dele, mas deve igualmente contribuir para que o pensamento dos diplomatas seja, ele próprio, um insumo a enriquecer a discussão no espaço público. Como é óbvio, isso já ocorre há muito tempo e de formas diversas, por meio da participação de diplomatas em seminários e conferências, a publicação de artigos, livros, ou mesmo em contatos informais. Os Cadernos de Política Exterior não pretendem, assim, reinventar a roda. Trata-se, nada mais, de proporcionar um canal adicional de acesso à informação de qualidade. (...)

A iniciativa desta publicação deve ser vista como uma contribuição do Itamaraty à produção de conhecimento e ao debate público sobre os desafios e os rumos da política externa brasileira. Não está demais lembrar que, sendo cada artigo o resultado de um trabalho de pesquisa ou reflexão individual, os conceitos e posições neles expressos são de responsabilidade dos próprios autores, não expressando necessariamente a visão do Governo brasileiro.

Este primeiro número dos Cadernos de Política Exterior inclui apenas artigos de diplomatas brasileiros. No entanto, o projeto da revista não se pretende, de forma alguma, excludente, e no futuro estará aberto também a artigos ou ensaios de outras fontes que não o próprio Itamaraty".
Os Editores

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