31/07/2015

Entrevista: Aminthas Angel, diplomata e músico

Hoje entrevistaremos Aminthas Angel, cantor e compositor baiano. Diplomata desde 2009, já serviu, provisoriamente, em Roterdã (2012) e em Caiena (2015). Atualmente, encontra-se em Brasília.


Aminthas Angel Cardoso Santos Silva, nascido a 10 de junho de 1977, na velha Cidade da Bahia, primogênito de casal de professores da rede pública de ensino, alfabetizou- se em Fazenda Grande, bairro em que morou até 2002, cursou primeiro e segundo graus nos históricos conventos da Soledade e das Mercês, onde participava de corais para missas comemorativas, formou-se em Psicologia, pela UFBa, trabalhou em Cícero Dantas, Lagarto e São Paulo, pelo Banco do Nordeste, bem como em empregos públicos em Piracicaba e no Teatro Coliseu, em Santos, sob a direção do renomado fotógrafo Ernesto Papa. Em 2009, ingressou na carreira diplomática, que conduz em simultaneidade à carreira artística. 

Participou, ainda na adolescência, do Coral da Associação Cultural Brasil Estados Unidos (ACBEU) e, em seguida, do Coral do Teatro Vila Velha (Vila Vox). Simultaneamente, montou dois grupos musicais; um, autoral; outro, baseado em versões de Alceu Valença, Zé Ramalho, Beatles e Luiz Gonzaga. Participou do Grupo Somos América, cantando em espanhol e recitando poemas hispano - americanos em português.

Hoje, tem escritas mais de 170 canções, que vão do samba de roda e do ijexa ao rock n` roll e pop. Tem participado, frequentemente em companhia de sua irmã, a cantora Deise Cardoso, de festivais e eventos variados Brasil afora. Recentemente, começou parceria, com o premiado poeta Jean Taruhn, colega de turma do Itamaraty, hoje servindo em Taiwan, e com a poetisa Vanessa Dourado.

O músico acaba de lançar seu CD de estreia, que já se encontra disponível no link:
http://www.cdbaby.com/cd/aminthasangel2
“Laurinha”, canção do primeiro álbum, foi premiada no Festival de Música de Votuporanga



Aminthas, fale um pouco sobre como é conduzir as carreiras de músico e de diplomata. Uma influenciou a outra?
Oi, Elisa, é uma experiência e tanto conduzir as duas carreiras ao mesmo tempo, já que são duas carreiras muito demandantes. Uma coisa acaba influenciando outra. Lembro de uma canção que compus quando morava em São Paulo e mudei o titulo inspirado em minha experiência na Holanda, em 2012.

Você tem uma parceria com o poeta Jean Taruhn, que conheceu no Itamaraty. Fale um pouco sobre essa troca de experiências e do trabalho que realizam em conjunto. 
Jean e eu estudamos na mesma turma do IRBr. Li os poemas dele e as letras dançavam em minha frente. Senti que alguma coisa estava acontecendo e quase que instantaneamente comecei a musicar quatro dos belos poemas escritos por ele.

Quais são suas maiores influências musicais?
Bom, la vai uma lista gigantesca …  primeiro as coisas que eu ouvia quando era muito criança por meio dos discos de Painho … Chico Buarque, Nara Leão, Gal Gosta, Beth Carvalho, Tom Jobim e Milton Nascimento. Ouvia também Gilberto Gil, mas quando eu era pequeno não gostava muito dele. Depois tinha as musicas que faziam sucesso naquela época, como as canções de Carnaval de Armandinho Dodo e Osmar e todo tipo de samba que se tocava na Bahia. Depois, aos oito anos, me apaixonei por Elvis. 
Um pouco mais tarde, aos 12 anos, virei beatlemaniaco, minha amiga mais antiga conheci naquela época. Eu estava na sexta serie e ela na sétima. Sua irma era minha colega de sala. Bom, ai, simultaneamente, havia uma ou outra musica afro-baiana que me tocava. Junto a tudo isso, havia as cancões eternas de Luia Gonzaga, que tocavam durante todo o mês de junho. Já, aos 15 anos, fiquei fanzasso de Chico Buarque, que acabou se tornando uma importante influencia. Nessa altura conheci Led Zeppelin e outras bandas de rock do passado e do que, naquela altura, era presente, mas não se tornaram grandes influencias. Já adulto, conheci o trabalho de Brian Wilson, que se tornou uma influencia significativa. Por fim, ao entrar de cabeça no mundo do Candomblé, minha musicalidade começou a incorporar outros elementos mais rítmicos. Atualmente, escuto João Gilberto, Dorival Caymmi e ritmos tradicionais, como samba de roda, moda de viola e samba coco, e isso tem sido as maiores influencias.  

Dizem que todo artista tem uma ilha de inspiração. Onde você gosta de compor? 
Nunca pensei nisso, acho que em qualquer lugar.

O que você gostaria de dizer aos nossos leitores? 
Comprem o disco, esta lindo, e ajude o Amintinhas a comer caviar, com acarajé...
(compre aqui neste link


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