30/09/2015

Carreira em Transição - Parte II: Minha entrevista para o site Go Home

Vocês se lembram que eu convidei a Marina, do site Go Home, para dar uma entrevista para o nosso blog sobre home office? Agora, eu fui convidada por ela para responder a perguntas sobre carreira e esposas de diplomata. Vou colocar aqui só a primeira e a última respostas. Para ler toda a entrevista, acessem:


Marina: Há quanto tempo você é casada com um diplomata e o que isso mudou na sua vida?

Eu: Durante alguns anos, prestei concurso para ser diplomata. Sempre me imaginei como funcionária pública, ou seja, em uma carreira financeiramente estável. Quando nos casamos, em 2012, eu ainda não havia sido aprovada em concurso público e estava iniciando o doutorado. Só fui perceber a inversão de papeis na minha vida quando decidi que não iria mais prestar concurso para diplomacia e que atuaria profissionalmente em outras áreas. 

Os cônjuges e companheiros de diplomatas, assistentes de chancelaria e oficiais de chancelaria somente têm possibilidade de trabalhar em alguns dos países em que seu familiar esteja servindo. Além dessa limitação, ingressar em um mercado de trabalho desconhecido, no qual se fala outro idioma é um grande desafio, que muitas vezes inviabiliza a colocação profissional do cônjuge. Imagine só trabalhar por dois anos em grego, depois mais dois ou três anos em árabe, em seguida, em japonês, russo, mandarim, hindu, e por aí vai. Existem mais duas complicações que limitam a empregabilidade: em um novo país, você ainda não tem networking e muitas empresas ou organizações não teriam interesse em contratar um profissional com “prazo de validade” – que irá se mudar novamente dentro de alguns anos – mesmo com as qualificações de quem fala vários idiomas e já viveu/trabalhou/estudou em diferentes países. 

Como o servidor tem um limite de tempo em cada posto, a mudança é uma constante na vida da família e é preciso se adaptar a essa realidade e buscar uma carreira que comporte ser colocada na mala de tempos em tempos. 

Essa futura constante mobilidade transformou radicalmente a minha vida e a forma como penso minha carreira profissional no futuro. Foi então, que comecei a pesquisar sobre a possibilidade de adotar o home office e trabalhar fora dos padrões aos quais estava acostumada.


Marina: Mais alguma observação ou curiosidade? 

Eu: Gostaria de agradecer ao Go Home pela oportunidade de falar um pouco sobre uma esposa de diplomata e sobre os desafios que eu e muitas outras enfrentamos em nossas vidas profissionais. Existe um mito de que as esposas de diplomata são mulheres fúteis e vazias, que vivem uma vida chique e glamorosa. Na realidade, não é bem assim. Todas as esposas de diplomata que conheço têm ao menos o nível superior de ensino (muitas têm mestrado e doutorado) e uma profissão, seja ela no serviço público, na iniciativa privada ou no lar. Claro que existe o lado positivo de morar no exterior, aprender idiomas e conhecer diferentes culturas, mas atrelado a isso, vem um esforço de se manter ativa profissionalmente e de, ao mesmo tempo, se adaptar a uma nova cidade, um novo país, uma nova cultura, uma nova língua, uma nova culinária, uma nova sociedade – com novas regras e novo modo de pensar-, tudo isso, buscando manter a família unida (a que ficou no Brasil e a que está no exterior), manter suas raízes brasileiras vivas e representar bem o nosso país no exterior.

Leia a entrevista completa em: 

http://www.gohome.com.br/home-office-e-opcao-para-diplowife/


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