07/09/2015

Entrevista: Maria Fernanda, psicoterapeuta

Hoje entrevistaremos Maria Fernanda Schneider, esposa de diplomata (conselheiro), mãe de duas meninas: uma de 25 anos, que mora no Rio de Janeiro e outra de 14 anos que está em Montevidéu. Ela já morou em Brasilia, Buenos Aires, La Paz, Oslo, Roma, Milão, Yerevan (1 mês) e está em Montevidéu há 2 anos. Devido aos seus percursos pelo mundo, fala e escreve em Português, Inglês, Espanhol e Italiano.

Maria Fernanda trabalha com psicoterapia online com adolescentes e adultos e oferece orientação psicológica a pais e professores. É psicologa formada pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul, tem pós-graduação em "Clinica Psicoanalitica con Niños y Adolescentes" pela Universidade de Buenos Aires, na Argentina, e no momento está cursando mestrado em "Trastornos del Aprendizaje" no Instituto Universitario CEDIIAP, em Montevidéu, Uruguai. 

Seus contatos profissionais são
Skype: mariafernandaskype3
Maria Fernanda na Sicília, Itália.

Pergunta: nesses vinte e dois anos, quais foram os maiores desafios que você enfrentou ao mudar de país e ao se estabelecer?

MF: Os maiores desafios enfrentados foram as separações da família e a adaptação às diferentes culturas e climas.

Pergunta: como psicóloga, quais você considera como os principais transtornos que podem acometer cônjuges e filhos de servidores do Itamaraty?

MF: A vida como expatriado pode contribuir para o surgimento de transtornos de vários tipos como depressões ou até mesmo quadros mais graves como transtornos bipolares. A fase de adaptação social e escolar para as crianças também merece especial atenção.

Pergunta: ao longo da sua carreira, o que você pôde observar com relação ao comportamento das famílias expatriadas?

MF: As famílias expatriadas, no geral, se ajudam no exterior e esse fato constitui ferramenta importante no processo de adaptação psicossocial de todos os membros da família. Além do mais, é necessária a criação de "dispositivos" que ajudem a família a ter um laço com o lugar onde está morando. Uma ótima dica: normalmente o papel desempenhado pela mãe é o de transformar-se na "contadora de historias" noturnas. Criar uma rotina que envolva afeto e constância constitui-se em outro indispensável recurso para a vida da família diplomática.

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