06/09/2015

Maridos: como ajudar suas esposas expatriadas?

Muitas vezes a esposa/esposo sai do seu país, deixa emprego e familiares para acompanhar o seu cônjuge. Não é uma decisão fácil. Sua vida vira de cabeça para baixo e de repente você se vê em uma nova cultura, com um novo idioma, novas regras sociais. Aí vem o choque. 

Com o objetivo de ajudar as mulheres e homens nessa situação, vou traduzir e adaptar as dicas que a Olga Mecking (polonesa que vive na Holanda com o marido alemão e três filhos trilíngues) dá no artigo que pode ser encontrado na íntegra e em Inglês no: europeanmama.com (basta clicar). Esse link chegou a mim como uma indicação da AFSI de bibliografia  para o I Curso sobre Expatriação, que ocorrerá de 08 a 10 de setembro, em Brasília.

Aqui estão algumas das dicas:

1) Aprenda sobre o choque cultural e sobre suas fases: lua de mel, negociação, ajuste e maestria. Você não pode impedi-las de ocorrer, mas você pode torná-las mais tranquilas para você e seu cônjuge. Estar informado sobre esses estágios irá ajudá-lo a entender por que seu cônjuge está chateado. Lembre-se que vocês dois não têm que passar por essas etapas de uma só vez. Elas não têm que ocorrer em uma certa ordem. Às vezes, você poderá estar em um estágio diferente daquele em que seu cônjuge se encontra. Tenha isso em mente. 

2) Apresente-a(o) aos seus amigos e colegas: eles podem ser os primeiros amigos que ela/ele vai fazer no novo país, e eles poderão responder suas perguntas e fornecer diferentes perspectivas. Outra boa ideia é buscar organizações de expatriados, grupos de mães e pais e reuniões dos quais sua esposa/esposo pode participar Dessa maneira, você conhecerá os amigos dela/dele e ela poderá fazer amigos por si mesma(o). Além disso, se você estiver no seu país de origem, deixe-a(o) ser uma parte de seu sistema de apoio, mas deixe-a(o) ter a última palavra sobre quem pode ajudá-la e como.

3) Ouça e apoie suas decisões. Ter uma carreira em outro país pode ser difícil, mas por favor, consiga tempo para ouvir seu cônjuge. Você não precisa saber de tudo ou fornecer todas as respostas. Basta estar lá e ouvir. Apoie suas decisões, seja de trabalhar em período integral, meio período ou de ficar em casa - se suas finanças permitirem isso. Ajude com as tarefas domésticas e parentais.

4) Volte para visitar a família no país de seu cônjuge e deixe a família dela(e) ficar com vocês, se possível. Eu não posso te dizer o quanto fico feliz quando os meus pais e meu irmão chegam para me visitar, ou quando volto para a Polônia. Isso me ajuda a provar um pouco do sabor do meu país de origem; dá aos meus filhos a chance de falar polonês. É perfeito. Meu marido me apoia bastante e eu não posso te dizer o quanto isso me ajuda quando eu estou sentindo saudades de casa.

5) Crie a sua própria cultura familiar. Será, provavelmente, uma mistura de todos os elementos de suas respectivas culturas e talvez algum elemento de sua nova casa, mas vai ser única e especificamente de vocês. Isso significa que existirá algo que vai lhes unir como uma família e vai fazer vocês se sentirem especiais.

6) Encontre um bom equilíbrio trabalho-família. Embora geralmente seja o homem quem trabalha e a mulher quem fica em casa, acredito que o equilíbrio familiar trabalho-vida saudável é importante para ambos. Este equilíbrio, no entanto, tem vários significados para várias famílias. No meu caso, meu marido trabalha por longas horas, e eu fico em casa. Mas eu conheço os homens expatriados que trabalham em casa, ou famílias com duas fontes de renda. Cada um precisa encontrar o seu próprio equilíbrio.

7) Fazer coisas juntos, mas manter suas próprias vidas também. Sair em datas especiais  (com ou sem as crianças), assistir a filmes ou séries de televisão, conversar. Não precisa ser algo extravagante. Basta ter tempo para si mesmos como um casal. Comemorem aniversários, datas do casal, ou o que quer que vocês sintam que deve ser celebrado. Não importa. Mas lembrem-se que gastar tempo longe um do outro é importante também.

8) Se algo falhar, busquem aconselhamento para casais. Ser expatriado pode colocar uma pressão extra sobre o casamento. Especialmente se um dos parceiros desiste do seu trabalho para estar com o outro. Além disso, a falta de um sistema de apoio também é um ponto difícil de se lidar para a maioria dos casais. Ademais, quando existem serviços para expatriados são, na sua maioria, adaptados para o marido que trabalha ou para a esposa que fica em casa, mas não para o casal. 

9) Esteja ciente de relações culturais, mas tente não superestimar-las. Claro, se vocês são de dois países e culturas diferentes, pode haver maior risco de falta de comunicação, mal-entendidos culturais ou problemas. Esteja ciente delas. No entanto, às vezes as coisas que consideramos como parte da cultura são realmente uma questão de caráter, de diferentes opiniões, de diferentes filosofias de parentalidade, ou outros motivos. Então, não joguem a culpa de tudo em cima das diferenças culturais, pois vocês podem estar mais inclinados a adotar estereótipos em vez de olhar para a verdadeira razão por que algo aconteceu.

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