22/10/2015

Dinho Ouro Preto: Filho de Diplomata

Imagem: https://www.flickr.com/photos/henriquebergamo/5119346600

Caso você tenha perdido os últimos trinta anos de rock brasileiro, vou apresentá-lo a você: Dinho Ouro Preto é o vocalista da banda Capital Inicial. De acordo com a nossa boa e velha Wikipedia, Dinho é o nome artístico de Fernando de Ouro Preto, filho do embaixador Afonso Celso de Ouro Preto e da embaixatriz e historiadora Marília de Ouro Preto. Devido ao trabalho do seu pai, ele foi criado em Brasília, Washington (EUA), Viena (Áustria) e Genebra (Suíça).

O bisavó do Dinho é Afonso Celso de Assis Figueiredo Júnior, (Conde de Afonso Celso), que nasceu em Ouro Preto, em 31 de março de 1860  e faleceu no Rio de Janeiro, em 11 de julho de 1938. Ele foi professor, poeta, historiador, político brasileiro e um dos fundadores da Academia Brasileira de Letras. (Fonte: Wikipedia)

Já seu tataravô era Afonso Celso de Assis Figueiredo, (Visconde de Ouro Preto), que nasceu em Ouro Preto,em 2 de fevereiro de 1836 e faleceu no Rio de Janeiro, em 21 de fevereiro de 1912. Ele foi professor de Direito Civil e Comercial da Faculdade Livre de Ciências Jurídicas e Sociais do Rio de Janeiro, foi um dos políticos mais importantes do Segundo Reinado do Império do Brasil e grande amigo de D. Pedro II. Na política, foi senador eleito pela província de Minas Gerais em 1879, pela qual também foi deputado provincial e deputado geral (por dois e quatro mandatos, sucessivamente). Também ocupou os cargos de secretário de Polícia, inspetor da Tesouraria Provincial, procurador da Fazenda, ministro da Marinha e da Fazenda e membro do Conselho de Estado. (Fonte: Wikipedia)

Em entrevista ao Estadão, Dinho Ouro Preto fala um pouco sobre a sua infância e adolescência: 

Quais são suas lembranças de infância, como filho de diplomata e morando fora do Brasil?
Quando saímos do Brasil, eu tinha 2 anos e meu irmão (Ico Ouro Preto), 3 anos e pouco. Moramos nos EUA, depois na Áustria e, por último, na Suíça. Por já falar português, meu irmão teve dificuldade para aprender inglês na escola americana. Quando voltamos ao Brasil, não sabíamos falar português. Eles me colocaram numa escola brasileira e fiquei seis meses sem conseguir falar com ninguém. Depois, fomos morar em Genebra e tive de estudar numa escola em francês, aos 13 anos. 
Mas teve o lado bom, não?
Sim. Pude conhecer o mundo, aprender a falar inglês e francês. Esse aspecto cosmopolita é bacana. Mas o lado emocional fica carregado, por ser confrontado com situações difíceis ainda muito jovem. Quero que meus filhos morem na mesma casa, estudem na mesma escola. Coisas que não tive. 
Como seu pai encarou ter um filho músico?
Meu pai sempre foi liberal. Na minha casa, podia quase tudo: a primeira vez com maconha, a primeira transa. Quando ele me viu realizando um sonho, sentiu orgulho. 
A política sempre esteve presente na sua vida?
Sim. Lembro quando as colônias portuguesas na África decretaram independência. O Brasil foi o primeiro país a reconhecer essa independência e meu pai foi enviado para Luanda, para abrir a embaixada brasileira. Só que começou uma guerra civil e ele ficou seis meses lá. Voltou com escorbuto, perdeu os dentes, barbudo. Política é algo inevitável na nossa vida.
http://www.estadao.com.br/blogs/jt-variedades/pedir-ajuda-a-deus-nao-e-a-unica-forma-de-juntar-forcas

Deixei um recado no Facebook do Dinho convidando-o para uma entrevista. Tomara que ele tope!

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