03/11/2015

Dado Villa-Lobos: Diplomata?

Imagem: http://monkeybuzz.com.br/artigos/5572/entrevista-dado-villa-lobos

Eduardo Dutra Villa-Lobos nasceu em Bruxelas (Bélgica), em 29 de junho de 1965. Conhecido como Dado, ficou conhecido por seu trabalho como guitarrista na banda Legião Urbana. 

Dado é filho do diplomata Jaime Villa-Lobos. Seu tio-avô era o compositor clássico Heitor Villa-Lobos, considerado o maior expoente da música do modernismo no Brasil, cuja data de nascimento, 05 de março, é celebrada como Dia Nacional da Música Clássica.

Segundo nossa inesgotável fonte de conhecimento, a Wikipedia, Dado "teve contato com a música desde o nascimento, já que seu pai tocava piano clássico. Acompanhando as mudanças de país que o emprego de seu pai exigia, Dado morou em Montevidéu até 1971, ano em que veio pela primeira vez ao Brasil, tendo uma passagem breve por Brasília e Rio de Janeiro, onde moravam seus avós. Em 1975 seu pai foi enviado novamente para fora do Brasil, desta vez para Paris, permanecendo até 1979", quando retornou a Brasília e conheceu aqueles que seriam seus colegas na música.

Carlos Marcelo, em entrevista para o brasiliapoetica.blog.br, falou sobre os bastidores da história do rock em Brasília. Nela, ele relata um pedaço da vida de Dado:

"Quando nasceu em Bruxelas no dia 29 de maio de 1965, Eduardo Dutra Villa-Lobos foi programado a receber um futuro brilhante. Seguiria a profissão do pai e seria diplomata. 
Tudo estava indo bem nesse sentido até os 12 anos, quando o garoto tímido que se escondia atrás de um par de óculos fundo-de-garrafa (indispensável por conta dos 3,5 graus de hipermetropia em cada olho) começou a ouvir Beatles, Bill Haley, Little Richard e Chuck Berry. Depois, fuçou a discoteca da irmã mais velha e lá achou Transformer, de Lou Reed. Foi pedir ao pai para traduzir a letra do maior sucesso do disco, Walk on the Wild Side, e ele, mesmo constrangido, leu em português para o filho as histórias de travestis e prostitutas narradas pelo cantor nova-iorquino. 
Mas foi aos 14 anos, quando volta a Brasília depois de morar na Iugoslávia, Uruguai e França, que começou a ser abortada a carreira diplomática de Dado Villa-Lobos. 
Na capital, ele ouviu pela primeira vez o disco It´s Alive, dos Ramones. "Aí tudo mudou"`, define o futuro guitarrista da Legião Urbana. "Porque logo depois eu passei pelo Foods (lanchonete na Asa Sul) e lá vi umas bandas tocando ao vivo. Era muito parecido com a experiência de ver de perto o que seriam os Ramones em Nova York em 1976", compara. Dado sequer sonhara até então em participar do então embrionário rock-Brasília, surgido no final dos anos 70 na capital federal a partir de bandas como Aborto Elétrico e Blitx 64. Até porque o máximo de transgressão que aquele menino tímido e diabético cometia era devorar bombas de chocolate escondido dos pais. "Eu estava cursando Sociologia na UnB (Universidade de Brasília) e minha vida já estava programada: era fazer o currículo básico do curso, depois voltar para a França e seguir a faculdade por lá", conta. "Até que fiquei sabendo que a Legião Urbana estava sem guitarrista para fazer o primeiro grande show da carreira deles, em uma temporada na ABO (Associação Brasiliense de Odontologia). E eles estavam procurando um cara que, se tocasse tipo David Byrne (do Talking Heads, conhecido pelo estilo despojado e sem virtuosismos), estava legal". 
O máximo que Dado tinha se aproximado do rock-Brasília até então era montar uma banda instrumental só de curtição com quatro amigos: Bonfá, Dinho Ouro Preto (que morava na mesma quadra de Dado, a 213 Sul), Loro Jones e Pedro Thompson Flores. Era Dado e o Reino Animal, nome sugerido por Herbert Vianna, dos Paralamas. "Eu tinha guitarra, mas não tinha correia. O Herbert falou que me dava uma correia de guitarra se a minha banda se chamasse Dado e o Reino Animal. Topei e tive que explicar para os caras", revela o guitarrista, lembrando que sua banda foi a primeira da turma a incluir um teclado. Mesmo sem letras, as músicas (quatro, mais precisamente) eram copiadas em cassete e tocadas nas festas, como era de praxe entre o pessoal da época."
http://brasiliapoetica.blog.br/site/index.php?option=com_content&task=view&id=1845&Itemid=1
Resumindo, Dado Villa-Lobos se apaixonou pela música e a carreira de diplomata deixou de ser seu sonho. Que bom, pois ganhamos uma das melhores bandas brasileiras de rock de todos s tempos: a Legião Urbana. 

Obs.: Se você ainda não leu o post aqui do blog sobre Dinho Ouro Preto, recomendo ler, pois ele e Dado eram quase irmãos e compartilham uma história interessante.

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