29/12/2015

Literatura - Entrevista com Marcelo Maio

Entrevistamos Marcelo Maio, um dos vencedores do Concurso Cultural de 2015 deste blog.

Marcelo Maio nasceu em 1986, no Rio de Janeiro, cidade onde também cresceu. Aos 24 anos, se mudou para Brasília, após sua esposa ser aprovada no concurso para diplomacia. Escreve desde a adolescência, como mero passatempo, embora já tenha sido premiado em concursos literários, com contos e poesias. Em 2015, lançou uma coletânea de contos, pela Editora Multifoco, chamada “O cemitério dos solitários”. É formado em Pedagogia e, no momento, está vivendo em Tóquio.

Blog do autor:
http://tubemquepodiameler.blogspot.com.br


Marcelo, fale um pouco sobre sua coleção de contos, de onde veio a inspiração para as estórias do seu livro?
Cada conto teve uma inspiração diferente. Às vezes, é uma ideia que se tem do nada; às vezes, algum acontecimento do cotidiano... Não tem muito uma regra, até porque cada conto foi escrito em um momento, o livro não foi criado todo de uma vez só. Às vezes, também, não tive propriamente uma inspiração, mas apenas algo de que eu queria falar. Aí, tive que parar e pensar em como falar sobre determinado assunto sem ser óbvio ou chato. Não sei se tive tanto êxito.


Certamente obteve bastante êxito. Tenho um exemplar do seu livro e devo reconhecer que gosto muito do conto que leva o título da obra, mas que também me agradam muito "Não o mate", "O terno" e  "Originalidade". Qual é o conto favorito do seu livro?
Difícil... Mas acho que gosto mais de "A demolição". Até por isso, escolhi esse conto para abrir o livro.

Capa e contracapa do livro "O Cemitério dos Solitários", de Marcelo Maio

Você já foi premiado em diversos concursos. Poderia nos contar quais e com que trabalhos?
Eu ganhei doze concursos, dentre contos e poesias:
  1. A Palavra em Prisma 2013 – Poema: “O morto e os cegos”
  2. Prêmio Maximiano Campos de Literatura - ano 9 – Conto “O apressado e o precavido” - 5º lugar
  3. Contos de Ocasião - volume 1 - 2013 – Conto “Cinthia”
  4. Prêmio Valdeck Almeida de Jesus de Poesia - V edição - 2009 – Poema: “Outono”
  5. II Concurso de Microcontos de Humor de Piracicaba – Conto: “Extra!”
  6. Livro digital: 140 caracteres - Conto: “Extra!”
  7. I Concurso Literário "Cidade das Asas" – Conto: “General Cardoso”
  8. 4º Concurso Literário “Pague Menos” - Menção honrosa - Poema "Beleza"
  9. Antologia de Contos - 1º C I L da CPBPG-SP – Poema: “Beleza no jardim”
  10. Casa do Poeta Brasileiro de Praia Grande-SP - não me lembro qual foi o texto
  11. Metacantos 2015 - Editora Literacidade - Destaque Especial – Poema: "Poesia Ridícula"
  12. 1º Concurso Literário Machado de Assis - 10 anos Canal 6 Editora – coletânea - Poesia "Devagar".

Fale um pouco dos mais memoráveis
O que eu achei mais legal foi um em 2013, chamado “Contos de Ocasião”, no qual publiquei meu conto “Cinthia”. O Prêmio Valdeck Almeida também deu um livro bem legal. O Prêmio Maximiano Campos premiou um conto do qual eu gosto muito, que é "O apressado e o precavido". Teve vários concursos - uns maiores, outros menores -, mas sempre é gostoso ter um texto selecionado!


Você acredita se filiar a alguma escola literária ou prefere a liberdade de não se rotular? 
Já disseram que meus contos, em geral, são do chamado "realismo fantástico", mas acho que isso varia de conto para conto. É difícil se autorrotular. Acho que, para quem lê, é mais fácil enquadrar o escritor em uma ou outra escola literária. De toda forma, não é uma coisa com que eu me preocupe.


Está é a sua segunda cidade (apesar de primeira remoção) após ter se casado. As mudanças influenciam sua escrita? 
Se contar as missões transitórias, Tóquio é a terceira cidade. Já estive em Pyongyang e na Cidade do Cabo. Influencia, sim. Influencia não só por causa da vivência que se tem em um outro lugar como também muda a sua disponibilidade de tempo para escrever.


Como está sua produção em Tóquio? O cotidiano japonês resultou em alguma mudança na sua escrita?
No Japão, estive muito preocupado em me ocupar logo, o que consegui com relativa rapidez, dando aulas de português e escrevendo em um site da comunidade brasileira. Mas, paralelamente, não deixei de escrever contos. Acho que eles ainda não estão relacionados com o Japão. Em breve, pode ser que saia um conto japonês. Tem algo engraçado também, que é: quando estou longe do Brasil, acabo tendo vontade de escrever sobre o Brasil... Só fui escrever sobre a Cidade do Cabo quando saí da África do Sul.




Seu trabalho foi um dos ganhadores do concurso cultural do blog. Conte-nos sobre o processo de criação da frase, ou nas suas inspirações. O que ela significa para você?
Diplo life é duplo life... Bem, além do jogo de palavras, de que gosto, acho que a vida de marido ou esposa de diplomata é muito a vida do (a) próprio (a) diplomata. Claro que isso serve para qualquer relacionamento, em qualquer profissão, mas acho que vale ainda mais para cônjuges de servidores do MRE.


Há algo que gostaria de dizer aos leitores do blog?
Bem, se quiserem ler algumas coisas minhas, tem no meu blog! Aí, lá, também tem o meu contato, para o caso de desejarem entrar em contato comigo!



Um comentário:

  1. Uhuuu!!! Parabéns Marcelo. Li seu livro "Cemitério dos solitários", alguns contos eram triste e outros engraçados. Gostei muito. Beijos.
    Shirley Lima.

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