26/02/2016

Diplomatas famosos: José Bonifácio

"José Bonifácio de Andrada e Silva (Barbacena, 29 de setembro de 1871 — Rio de Janeiro, 24 de fevereiro de 1954) foi um diplomata, professor, jurista e político brasileiro.

Da terceira geração dos Andradas e terceiro deste nome. Era filho de Antônio Carlos Ribeiro de Andrada (1836 - 1893) - deputado geral no Império e senador estadual constituinte de Minas Gerais na primeira República - e de Adelaide Duarte de Andrada. Pelo lado paterno era neto do Conselheiro Martim Francisco Ribeiro de Andrada e sobrinho-neto de José Bonifácio de Andrada e Silva, o Patriarca da Independência do Brasil. Era também irmão do presidente Antônio Carlos Ribeiro de Andrada (IV), líder da Aliança Liberal e da Revolução de 1930. Pelo lado de sua mãe descendia do inconfidente José Aires Gomes e era sobrinho do Visconde de Lima Duarte, político no Império. Casou-se com Corina Lafayette de Andrada, filha do Conselheiro Lafayette Rodrigues Pereira, jurisconsulto e político no Império.

Em 1924 foi embaixador extraordinário do Brasil no Peru, por ocasião das comemorações do centenário de Ayacucho. Em 1926 e 1928 foi delegado à Conferência Interparlamentar do Comércio em Londres e Paris, respectivamente. Em 1931 foi nomeado embaixador em Lisboa, por essa época granjeou a admiração e amizade de Júlio Dantas dentre outras personalidades e da intelectualidade portuguesa. Nessa ocasião teve atuação decisiva para a realização do Acordo Ortográfico entre Brasil e Portugal.

Sobre ele afirmou Júlio Dantas na Academia de Lisboa: "A Academia não esquece o valioso concurso por V. Exa. prestado nas negociações do Acordo Ortográfico de 30 de abril de 1931, verdadeiro instrumento diplomático que assegurou, na sua expressão escrita, a unidade intercontinental da língua portuguesa e que os governos de ambos os países, sem demora ratificaram."

Em 1933 assumiu a embaixada brasileira em Buenos Aires, por essa ocasião foi delegado brasileiro no grupo mediador e na Conferência de Paz entre Bolívia e Paraguai e vice-presidente da Conferência Comercial Pan-Americana. A seguir foi nomeado embaixador do Brasil junto à Santa Sé no Pontificado de Pio XI, sendo Secretário de Estado o Cardeal Eugênio Pacelli, mais tarde Papa Pio XII.

Era membro do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro, das Sociedades de Geografia do Rio de Janeiro e de Lisboa, do Instituto Geográfico da Paraíba do Norte, do Instituto Geográfico do Pará, membro correspondente do Ateneu Ibero-Americano, sócio honorário permanente do Instituto Brasileiro de Cultura, presidente honorário da Câmara de Comércio Argentino-Brasileira, membro honorário da Federação Argentina de Colégios de Advogado, sócio correspondente da Junta de História e Numismática de Buenos Aires, membro da Comissão de Honra da Quarta Conferência Nacional de Advogados em Tucumam, república Argentina.

Foi condecorado pelos governos do Peru com a Grã-Cruz da Ordem do Sol, de Portugal com a Grã-Cruz da Ordem de Cristo e da Bolívia com a Grã-Cruz da Ordem do Condor dos Andes e com as Palmas de Ouro, primeira classe, da Academia de Ciências de Lisboa e a Grã-Cruz da Santa Sé.

Por ocasião da sua morte a Sociedade Brasileira de Direito Internacional reuniu-se para homenageá-lo, nessa ocasião dele disse Alcino Salazar: "É que a existência do Andrada que por último despareceu, como a de outros tantos de sua apurada linhagem, está íntima e indissoluvelmente encadeada à história da Nação. A fase republicana em nossa evolução de povo livre não se descreve nem se estuda sem que se assinalem as projeções e a influência e a marca de seu pensamento, do seu civismo e da sua atividade construtiva e altruística."

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