12/09/2016

Diplomatas Famosos: Ramiro Saraiva Guerreiro

Imagem: http://extra.globo.com
"Ramiro Elysio Saraiva Guerreiro (Salvador, 2 de dezembro de 1918 — Rio de Janeiro, 19 de janeiro de 2011)  foi ministro das Relações Exteriores do Brasil entre 1979 e 1985, durante o governo João Figueiredo. 

Formado em direito pela Universidade do Brasil (atual Universidade Federal do Rio de Janeiro - UFRJ) em 1939, fez em seguida o curso de prática consular e história da cartografia política do Brasil do Instituto Rio Branco.

Em 1946 serviu na missão brasileira junto à Organização das Nações Unidas (ONU) em Nova Iorque, como terceiro-secretário. Entre 1950 e 1952 serviu na Bolívia. Em 1953 transferiu-se para Madri, onde permaneceu, como segundo secretário, até 1956, quando foi transferido para a embaixada do Brasil em Washington, onde permaneceu até 1960. Em 1968 chefiou a delegação do Brasil à III Sessão do Comitê das Nações Unidas sobre o Fundo do Mar. Em abril de 1974, pouco depois de o general Ernesto Geisel ser empossado na presidência da República, assumiu a Secretaria-Geral das Relações Exteriores, em substituição ao embaixador Jorge Carvalho e Silva, subordinado ao chanceler Azeredo da Silveira. Permaneceu no cargo até março de 1978, quando foi designado para ocupar a embaixada do Brasil na França, em substituição ao ex-ministro da Fazenda Antônio Delfim Neto. Foi empossado como chanceler em março de 1979, juntamente com o presidente João Batista Figueiredo e o restante do ministério. Deixou o Ministério das Relações Exteriores em 15 de março de 1985, no fim do governo Figueiredo, tendo sido substituído por Olavo Setúbal. No início de abril assumiu a embaixada brasileira em Roma, permanecendo na Itália até janeiro de 1987.

Durante os anos 1970 e 1980, Guerreiro foi um dos defensores do chamado pragmatismo responsável nas relações exteriores, priorizando as relações sul-sul. Em 1980, fez também uma histórica viagem de contatos à África, incluindo Tanzânia, Zâmbia, Zimbábue, Angola e Moçambique, que recentemente se haviam libertado do domínio colonial.

Um dos momentos mais importantes da política do Itamaraty foi o pronunciamento do presidente Figueiredo na abertura da 37ª Assembléia Geral da ONU em setembro de 1982, quando o presidente leu um discurso preparado por Saraiva Guerreiro, questionando a ordem econômica mundial e preconizando o fim das barreiras comerciais impostas pelos países industrializados, a redução dos juros internacionais e a necessidade de novos investimentos nos países em desenvolvimento. (...) Em 1983, Guerreiro foi um dos articuladores do Grupo de Cartagena, (...) 

No final de sua carreira, já no governo Sarney (1985-1990), foi nomeado embaixador extraordinário para assuntos da dívida externa (...) Saraiva Guerreiro retirou-se da vida pública em 1992, ano em que lançou o livro Lembranças de um empregado do Itamaraty. Era casado com Maria da Glória Vallim Guerreiro e tinha dois filhos - Rosa Maria e Antonio José Vallim Guerreiro, que também é diplomata."

Honrarias recebidas pelo Embaixador Ramiro Saraiva Guerreiro:
  • 26 de Fevereiro de 1975 foi agraciado com a Grã-Cruz da Ordem Militar de Cristo, 
  • 20 de Dezembro de 1977 foi agraciado com a Grã-Cruz da Ordem do Infante D. Henrique, 
  • 15 de Setembro de 1981 foi agraciado com a Grã-Cruz da Ordem Militar de Sant'Iago da Espada,
  • 16 de Março de 1982 foi agraciado com a Grã-Cruz da Ordem do Mérito de Portugal.

Fonte:
https://pt.wikipedia.org/wiki/Ramiro_Saraiva_Guerreiro

Leia entrevista realizada com o Embaixador Ramiro Saraiva Guerreiro em 2010:
http://www.fgv.br/cpdoc/historal/arq/Entrevista841.pdf


Leia o discurso do Chanceler Ramiro Saraiva Guerreiro, no Palácio Itamaraty de Brasília, em 15 de março de 1979, ao receber do Embaixador António Azeredo da Silveira o cargo de Ministro de Estado das Relações Exteriores.:
http://funag.gov.br/chdd/index.php?option=com_content&view=article&id=310%3Aramiro-elysio-saraiva-guerreiro&catid=55%3Aministros&Itemid=92

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